Carreira, Coaching

“E você, o que ama fazer?” – O coaching como meio

Há alguns anos, ao acessar um site que se chamava “Open The Job”, me deparei com a pergunta que serve de título a este artigo. Hoje, após vasculhar um pouco na internet, descubro que o site não existe mais.

A ideia era interessante, e me pergunto se quem criou o site descobriu que não amava mais aquele trabalho. Caso esta hipótese esteja correta, espero que tenha encontrado algo para fazer que realmente ame. O que houve pouco importa. O que vale é que a pergunta continua suficientemente forte. A ponto de me fazer recordar daquela experiência, depois de vários anos.

Gostaria de saber o que as pessoas respondem a esta pergunta. Eu respondi, ainda naquela na época, que amava meditar. Coisa de zen budista. A meditação nos ajuda a (tentar) estar continuamente presente naquilo que se faz, amando ou não aquele momento. Hoje, reafirmo a resposta e adiciono uma outra atividade: trabalhar com pessoas apoiando o seu desenvolvimento.

Àqueles que não têm certeza sobre o que dizer, buscar uma resposta para esta pergunta pode ser um excelente mote para o início de um processo de coaching, desde que conduzido por um profissional (coach) qualificado. Um coach que preza o seu ofício é um perguntador por excelência. Mais do que isto, um provocador.

Coaching é um processo pragmático de desenvolvimento de competências que busca estimular maneiras de se observar uma situação, identificar as dificuldades e limitações ao empregar suas competências. Procura encorajar o cliente a enfrentar suas dúvidas e medos e superar as resistências internas que dificultam a realização de mudanças. Suporta a criação de planos de ações exequíveis para que objetivos sejam atingidos. Enfim, uma forma diferente de crescer e progredir.

A dinâmica do coaching é uma boa maneira para desenvolver os chamados “soft skills” (habilidades sutis, numa tradução tupiniquim, tais como autoconfiança, liderança e capacidade de trabalho em equipe), uma vez que os “hard skills” (conhecimentos técnicos) podem ser obtidos nos bancos escolares ou na observação da execução de algo por outras pessoas.

O processo de coaching é sempre desafiador para quem o realiza, pois o coach irá questionar o cliente (também chamado de coachee ou performer) sobre inúmeros temas. Além da pergunta inicial, questões como “o que você quer para a sua vida?”, “qual o seu propósito?”, “o que você sempre sonhou fazer e ainda não fez?” fazem parte do processo, que busca o autoconhecimento do cliente.

Coaching é somente para quem deseja, efetivamente, transformar a forma de se relacionar com desafios, necessidades e desejos, uma vez que os insights percebidos ao longo do processo certamente transformarão a vida do cliente e seu caminho, além de ajudar a identificar uma resposta legítima para a questão título.

Como coach, tenho recebido profissionais de diversas áreas, mas todos com objetivos relacionados a aspectos da relação com o trabalho, da busca de satisfação pessoal, do prazer no desenvolvimento de alguma atividade, do desenvolvimento de um negócio ou da obtenção de melhores resultados financeiros. Enfim, uma forma de se reconhecer e se engajar na realização de sua obra.

O processo de coaching ajudará àqueles que queiram, verdadeiramente, responder à pergunta “e você, o que ama fazer?”. Mais do que isto, ajudará a qualquer um de nós descobrir que amamos fazer inúmeras coisas, simultaneamente, sem que umas sejam melhores ou mais importantes do que outras.

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