Finanças Pessoais, Planejamento

Que tal usar o FGTS para rever a sua visão sobre finanças pessoais?

A liberação dos saldos das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) certamente trará um alívio às dívidas de muita gente.

Desde meados de fevereiro, mais de R$ 43 bilhões podem ser sacados nas agências da Caixa Econômica Federal por mais de 30 milhões de trabalhadores que solicitaram demissão voluntariamente ou foram demitidos por justa causa até dezembro de 2015.

Para aqueles que possuem essas contas inativas e que sacarão sua parte, o que fazer com esse dinheiro, que chegou de forma tão inesperada?

Em primeiro lugar, sem pensar muito, quite as dívidas com juros altos ou que estejam complicando o seu bolso. Não faz sentido manter uma dívida em cartão de crédito, cheque especial, empréstimos diversos ou prestações atrasadas de algum financiamento e sair gastando esse dinheiro que chegou de repente. Elimine ou reduza suas dívidas e deixe de pagar juros absurdos.

Quanto às dívidas de longo prazo, como financiamentos de imóveis ou outros bens duráveis, não se preocupe em quitá-las ou amortizá-las. Geralmente estas dívidas estão atreladas a juros específicos, mas baixos, e que cabem no orçamento doméstico. Não faz sentido  quitar uma dívida de longo prazo quando existem necessidades prementes ou dívidas mais caras que requerem uma ação imediata. No Brasil, as pessoas querem quitar sua casa o mais rápido possível. Mas devemos sempre pensar qual o benefício desta atitude. E se mantivermos a prestação como está e usarmos o dinheiro da quitação em outros investimentos? Claro, se for para gastar em supérfluos, abata a dívida. Caso contrário, deixe a prestação como está e use o dinheiro de forma mais inteligente. Nos países desenvolvidos, uma hipoteca é algo para a vida toda.

Caso não haja nenhuma dívida, procure investir uma parte do valor recebido e sinta-se livre para gastar o que sobrar em alguma coisa que necessite ou que lhe dê prazer.

Aliás, um dos objetivos da equipe econômica ao liberar o montante bloqueado do FGTS é colaborar com a retomada da economia, uma vez que a nossa condição macroeconômica necessita do crescimento do consumo como uma forma de gerar renda e aumentar o nível de emprego da população. Contudo, a eficácia desta medida é questionável, uma vez que não há garantia alguma de que os níveis de emprego venham a melhorar com a injeção de capital na economia. É sabido que as empresas ajustaram seus organogramas para a crise atual e não contratarão até que os sinais de crescimento estejam muito evidentes.

Por conta desta indefinição da retomada econômica, com o que sobrar após quitar suas dívidas caras e comprar algum presente, procure compor ou ampliar suas reservas financeiras.

Para identificar qual o valor adequado para poupar, considere todas as suas despesas mensais, incluindo aquelas que não são tão aparentes, como lanches, cafés, cinema e demais despesas que normalmente não consideramos quando listamos nossas despesas. Minha experiência como assessor de finanças pessoais indica que cerca de 30% das despesas mensais não são claramente definidas ou identificadas pelas pessoas. Ou seja, caso você gaste 10 com todas as suas despesas, normalmente só considera 7 como efetivo, pois neste valor estão as despesas explícitas, como aluguel ou prestação de imóvel, escola, supermercado, celular, TV paga, plano de saúde e demais despesas mapeáveis. Contudo, o que nos causa muita dor de cabeça e desestabiliza nossas finanças são as demais despesas, não percebidas como relevantes. Não se esqueça, portanto, de considerá-las no levantamento de despesas.

Tendo mapeado seus gastos, identifique o que é essencial daquilo que pode ser considerado supérfluo. Mas não corte todas as despesas com lazer. Um cineminha a cada quinze dias, ou algo equivalente,  é essencial, mesmo em períodos de vacas magras.

Após identificar os itens essenciais, multiplique o valor por doze. Pronto, este é o montante que você deverá considerar como reserva emergencial. Em outras palavras, é o quanto você e sua família precisarão para viver um ano sem atropelos, caso venha a ficar desempregado. Podemos chamar isto de volume morto, numa alusão à seca experimentada pela região Sudeste há poucos anos. O que for poupado além deste valor poderá ser considerado como reserva para gastos específicos, como viagens, presentes, automóveis, imóveis ou o que mais desejar.

Aproveite a oportunidade que o FGTS poderá lhe dar para rever seus gastos, adequar seus investimentos e ter uma vida mais tranquila.

Boa sorte!

 

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Carreira, Coaching

“E você, o que ama fazer?” – O coaching como meio

Há alguns anos, ao acessar um site que se chamava “Open The Job”, me deparei com a pergunta que serve de título a este artigo. Hoje, após vasculhar um pouco na internet, descubro que o site não existe mais.

A ideia era interessante, e me pergunto se quem criou o site descobriu que não amava mais aquele trabalho. Caso esta hipótese esteja correta, espero que tenha encontrado algo para fazer que realmente ame. O que houve pouco importa. O que vale é que a pergunta continua suficientemente forte. A ponto de me fazer recordar daquela experiência, depois de vários anos.

Gostaria de saber o que as pessoas respondem a esta pergunta. Eu respondi, ainda naquela na época, que amava meditar. Coisa de zen budista. A meditação nos ajuda a (tentar) estar continuamente presente naquilo que se faz, amando ou não aquele momento. Hoje, reafirmo a resposta e adiciono uma outra atividade: trabalhar com pessoas apoiando o seu desenvolvimento.

Àqueles que não têm certeza sobre o que dizer, buscar uma resposta para esta pergunta pode ser um excelente mote para o início de um processo de coaching, desde que conduzido por um profissional (coach) qualificado. Um coach que preza o seu ofício é um perguntador por excelência. Mais do que isto, um provocador.

Coaching é um processo pragmático de desenvolvimento de competências que busca estimular maneiras de se observar uma situação, identificar as dificuldades e limitações ao empregar suas competências. Procura encorajar o cliente a enfrentar suas dúvidas e medos e superar as resistências internas que dificultam a realização de mudanças. Suporta a criação de planos de ações exequíveis para que objetivos sejam atingidos. Enfim, uma forma diferente de crescer e progredir.

A dinâmica do coaching é uma boa maneira para desenvolver os chamados “soft skills” (habilidades sutis, numa tradução tupiniquim, tais como autoconfiança, liderança e capacidade de trabalho em equipe), uma vez que os “hard skills” (conhecimentos técnicos) podem ser obtidos nos bancos escolares ou na observação da execução de algo por outras pessoas.

O processo de coaching é sempre desafiador para quem o realiza, pois o coach irá questionar o cliente (também chamado de coachee ou performer) sobre inúmeros temas. Além da pergunta inicial, questões como “o que você quer para a sua vida?”, “qual o seu propósito?”, “o que você sempre sonhou fazer e ainda não fez?” fazem parte do processo, que busca o autoconhecimento do cliente.

Coaching é somente para quem deseja, efetivamente, transformar a forma de se relacionar com desafios, necessidades e desejos, uma vez que os insights percebidos ao longo do processo certamente transformarão a vida do cliente e seu caminho, além de ajudar a identificar uma resposta legítima para a questão título.

Como coach, tenho recebido profissionais de diversas áreas, mas todos com objetivos relacionados a aspectos da relação com o trabalho, da busca de satisfação pessoal, do prazer no desenvolvimento de alguma atividade, do desenvolvimento de um negócio ou da obtenção de melhores resultados financeiros. Enfim, uma forma de se reconhecer e se engajar na realização de sua obra.

O processo de coaching ajudará àqueles que queiram, verdadeiramente, responder à pergunta “e você, o que ama fazer?”. Mais do que isto, ajudará a qualquer um de nós descobrir que amamos fazer inúmeras coisas, simultaneamente, sem que umas sejam melhores ou mais importantes do que outras.

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Carreira

Aftersix na mídia: Pesquisa de Clima

Por trás dos sorrisos diários, a tristeza escondida. As aparências podem enganar por algum tempo, mas conforme os sentimentos dos colaboradores são minados diariamente, uma bomba relógio fica prestes a explodir e criar um efeito dominó devastador para os gestores.

Como descobrir quando o clima da empresa não anda muito bem e quais medidas podem ser tomadas para reverter a situação?

Para debater o assunto, convidamos Celso Braga, Sócio-diretor do Grupo Bridge; Elisabete Pereira de Souza, Especialista em Gestão de Pessoas; Edson Moraes, Palestrante e Coach e Marcelo Braga, Sócio da Search RH e Reachr.

(acesse o link acima)

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Carreira, Planejamento

A busca do essencial

Uma crise se instalou no Brasil há vários meses. E esta crise, em particular, nos remete à busca de soluções para problemas que afetam o nosso consumo de uma forma ampla. Não é um setor específico, nem mesmo uma indústria em particular que está afetada pela crise, mas toda a economia brasileira. O maior exemplo disto é o índice de desemprego, que disparou para perto de 12% da população economicamente ativa em dezembro de 2016.

O que buscar nestas horas? Além do conforto emocional requerido para termos a energia e serenidade necessárias para superar este momento, precisamos identificar o que nos é essencial, separando aquilo que é supérfluo para outro momento.

Mas isto não é tão simples, principalmente quando consideramos o excesso de consumo a que estamos habituados, onde o padrão de vida muitas vezes é fruto do atendimento da expectativa do outro e não da compreensão dos nossos próprios valores.

Há mais de cinquenta anos o psicólogo e professor americano Abraham Maslow desenvolveu e publicou um estudo no qual defendeu que as necessidades básicas do ser humano seriam classificadas através de cinco níveis hierarquizados de satisfação, que devem ser percebidos, vividos e ultrapassados para satisfazer nossas expectativas de auto-realização.

Os níveis, do mais básico ao mais sofisticado, vão das necessidades fisiológicas (fome, sede, sono, sexo, excreção, abrigo), segurança (casa, emprego, seguro, remuneração), sociais (amor, afeto, pertencer a um grupo, poder interagir com os outros), autoestima (ser querido, ter confiança, ser reconhecido pelas nossas capacidades pessoais por nós mesmos e pelos outros) até a auto-realização (ser aquilo que podemos, ter autonomia, participar da tomada de decisões), sendo que este último considera a importância da coerência da nossa natureza com a realidade onde estamos inseridos, independentemente de nossa situação social, raça, idade, opção sexual ou crença.

Há muito que esta análise colabora para sustentar as campanhas de marketing no mundo todo, pois os estrategistas do consumo resolveram adaptar o resultado deste estudo alterando a avaliação de “necessidade” para “desejo”. Perceba, contudo, que necessidade e desejo são coisas bem distintas, às vezes opostas, até. Mas o marketing muitas vezes busca criar uma associação entre o consumo de algo a um nível alto da escala hierárquica de necessidades de Maslow, de forma que ter este ou aquele produto nos inclua num determinado grupo ou permita que os outros reconheçam a nossa capacidade pessoal e o nosso sucesso.

Até pouco tempo, usar uma sandália de borracha que não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro era mais do que uma opção bem recebida pelas camadas mais simples da população. Era uma alternativa quase única frente às demais ofertas de mercado, muito mais caras. Hoje em dia, estas mesmas sandálias são vendidas nas melhores lojas do Brasil e do exterior a preços incompatíveis com o seu custo. Mudou o produto ou mudou a forma como classificamos este produto frente às nossas “necessidades”? Será que não saímos do uso de um produto classificável como “fisiológico” (afinal, andar descalço pode causar doenças) para algo mais “social”, que nos permite o reconhecimento num determinado grupo que pratica hábitos de consumo ditados pela moda do momento?

Pois bem, recomendo que procuremos avaliar nossas necessidades de consumo (ou mesmo nossos desejos) a partir da ótica de Maslow, buscando classificar a importância do produto que objetivamos na nossa escala de prioridades. Observemos a distinção entre necessidade e desejo e onde o nosso ato de consumo quer colocar o objeto que se pretende adquirir. Isto pode facilitar muito a descoberta daquilo que nos é essencial do que pode ser deixado para um momento no qual represente a celebração do resultado de uma vitória pessoal ou coletiva, também importante, mas nada prioritário.

Observe que a oportunidade de revisão de nossos valores é rara e o momento de crise às vezes nos conduz a esta reflexão por força das circunstâncias (desemprego, redução de renda, falta de clientes). Considere, portanto, este momento como uma grande chance para se reposicionar frente à vida, revendo seus valores, necessidades e desejos.

Até mesmo o emprego ou trabalho que buscamos ou o empreendimento que projetamos, atende às nossas necessidades?

Por estas e outras é que entendemos a razão dos chineses usarem o mesmo ideograma para representar “crise” e “oportunidade”.

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Carreira

Os sonhos se fortalecem num novo ano

O encerramento de um ciclo, seja a conclusão de um curso, uma mudança no estado civil, nossa data de aniversário ou mesmo recuperar-se de uma doença grave, geralmente nos coloca frente a oportunidades de reflexão sobre onde estamos e para onde queremos ir. Apesar de ser apenas mais um dia na dinâmica da vida, um novo ano pode representar a oportunidade que buscávamos para resgatar algum sonho ou revermos objetivos.

Para aqueles que se dispõem a planejar os passos para o novo período que se apresenta, este é o momento de firmar seus objetivos e definir metas. Mas qual a diferença entre uma coisa e outra? Basicamente, metas são objetivos identificados no tempo e quantificados numa unidade de medida.

Casos típicos de objetivos idealizados pelas pessoas no início de ano são perder peso, praticar uma atividade física, estar mais próximo dos amigos e por aí segue uma longa lista. Contudo, eles só se tornam metas quando os quantificamos no tempo. Em outras palavras, perder cinco quilos em seis meses, ir à academia três vezes por semana, reservar a agenda de almoço das quartas-feiras para encontrar um amigo a cada semana e assim por diante. Estas são metas que podem ser observadas, medidas e corrigidas ao longo do ano. Sem estas definições, os objetivos continuam perdidos no tempo e a nossa capacidade de realizá-los fica mais distante. E mesmo que tenhamos executado parte destas coisas, pode ficar a sensação de que poderia ter sido melhor.

Ao quantificar o evento e identificá-lo no tempo, de forma factível, passamos a ter como avaliar a nossa efetividade na execução dos objetivos. E é impressionante perceber como isto traz tranquilidade às pessoas ao longo do período de execução.

No caso da carreira, o processo é exatamente o mesmo. Para que eu possa seguir adiante no meu sonho de chegar a um determinado objetivo, devo estabelecer metas associadas a cada aspecto relacionado a este objetivo e seguir realizando as tarefas que suportarão o seu cumprimento.

Caso queira estabelecer um novo negócio, defina um “Plano de Negócio” com especificações claras de proposta de valor, potenciais clientes e como chegar até eles, estrutura requerida de custos, receitas esperadas, diferenciais da oferta (afinal, por qual razão comprarão o meu produto ou serviço?), fluxo de caixa do primeiro ano, investimentos requeridos, lembrando que os investimentos são diversos, do financeiro ao intelectual. E, principalmente, os indicadores de acompanhamento do plano.

Procure pesquisar todos os aspectos relacionados à sua oferta e busque o apoio de profissionais especializados na orientação sobre aspectos estratégicos, táticos e operacionais.

Há os que deixam a vida lhes levar, com diz o famoso samba. Também é válido, mas deixar a vida nos levar exige que não tenhamos desejos nem objetivos. Neste caso, sigamos a esmo e vejamos o que pode acontecer. Deve ser divertido, também.

Mas caso você tenha sonhos sobre onde estar no futuro e queira se colocar em movimento em busca destes sonhos, defina seus objetivos e busque força e coragem para promover as mudanças necessárias. Ainda não criaram nada melhor que investir em planejamento.

Busque o apoio necessário para realizar seus objetivos e tenha um bom novo ciclo!

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Carreira

O que aprendemos com os mais novos?

Caso você tenha nascido antes de 1982, pertence às gerações que cresceram condicionadas à ideia de que o trabalho estaria vinculado a um emprego, numa única profissão e, sempre que possível, desenvolvido em pouquíssimas empresas, idealmente numa só. Lembro-me de minha mãe dizendo que “o homem precisa se fazer até os quarenta anos” e garanto que todos de minha geração ou anteriores tenham histórias similares a contar. Diversos millennials certamente também já ouviram semelhante ladainha de seus pais e avós. Afinal, para estas gerações, o sucesso significava uma carreira conquistada com algum trabalho e muito sacrifício.

Mas os jovens nos ensinam que a vida pode ser diferente. Um fiel representante da geração Y (a dos millennials) ou da seguinte, a geração Z (também conhecida como iGeneration), que estará no mercado em breve, trabalha com a perspectiva de que a causa ou o projeto para o qual esteja se dedicando deve lhe fazer algum sentido. E que não há espaço somente para o emprego, mas para oportunidades de trabalho a desenvolver, seja para uma empresa, pessoa ou entidade do terceiro setor.

Por que aqueles que hoje já passaram dos 40 anos não agem da mesma maneira? Sei que é difícil mudar uma crença, mas tudo é possível quando se cria um espaço interior que permita incluir novas formas de olhar para a vida.

Num mundo cada vez mais globalizado e com novas caraterísticas, que tal aprender que é possível criar uma nova história ou simplesmente ajustar a atual de uma forma mais próxima de seus valores atuais. Afinal, quais são seus desejos, interesses, aptidões que podem ser colocados a serviço de outros na mesma intensidade que lhe conectam ao mundo?

Conheço pessoas que, aos cinquenta anos ou mais, buscaram uma nova carreira a partir de um novo curso de graduação. Outros que partiram para empreender ou para a vida acadêmica.

Busque algo que lhe seja legítimo e comece a contar uma nova história, na qual você poderá se inspirar a partir de algum sonho ou desejo que foi deixado de lado há um bom tempo.

As mudanças não devem ocorrer somente em momentos de dificuldade. Não faz sentido esperar que um problema num relacionamento, uma doença ou o desemprego lhe faça pensar que as coisas poderiam ser realizadas de uma forma diferente. Planeje-se e saia em busca de seus sonhos, mesmo que dentro da empresa na qual você esteja trabalhando. Assuma a condição de protagonista de sua carreira. Encontre seu sonho, envolva-se com ele e torne-o o seu projeto, criando um novo rumo para a sua história.

Use a experiência adquirida, seja flexível e resiliente, de forma a se planejar e seguir adiante com seus planos. Empreenda a si próprio, definindo seu propósito, missão e visão de futuro.

Caso tenha receio em empreender, há vários programas de “trainee experiente” no Brasil e no exterior, como o do jornal Folha de S. Paulo, cujos candidatos devem ser profissionais de qualquer área do conhecimento com mais de 40 anos e fluência em inglês. Um exemplo para que outras empresas façam o mesmo e que os profissionais percebam que as mudanças podem ocorrem em qualquer momento da vida.

Renove-se periodicamente e ponha paixão naquilo que você faz.

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Governança

Por que a Governança Corporativa aumenta o valor da empresa

Muito se fala sobre a inclusão de mecanismos de governança como uma estrutura de apoio e direcionamento das atividades de gestão de empresas, definindo as práticas por meio das quais os planos estratégicos e táticos são identificados, aprovados e acompanhados. Mas o que os executivos muitas vezes deixam escapar é o fato de que uma governança bem executada aumenta o valor da empresa ou, ao menos, reduz o risco de se perder valor de mercado.

O IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) estabelece que boas práticas de governança colaboram para melhorar a qualidade da gestão, facilitam o acesso a recursos e capital e, fundamentalmente, contribuem para a longevidade da organização, pois uma empresa com visão e estrutura que mire no longo prazo atrairá investidores mais facilmente. Então, se o empresário deseja atrair capital ou vender sua empresa por um bom valor, estabeleça mecanismos que a façam durar 200 anos. Neste ponto, a governança corporativa comprova a teoria do tempo do professor de filosofia do MIT Bradford Skow, o qual sugere que passado, presente e futuro coexistem em simultâneo no universo.

Para que os mecanismos de gestão possam evoluir continuamente, são definidos indicadores de produtividade, qualidade, disponibilidade, desempenho, acessibilidade, transparência, viabilidade e uma série de outros tais que auxiliarão os gestores na tomada de decisões estratégicas, táticas e operacionais. O uso de indicadores como um instrumento de Governança e uma referência na adoção de boas práticas de gestão fica muito claro quando observamos um conceito básico, cada vez mais declamado nas empresas, que prega que “o que não se mede não pode ser gerenciado”. Este mantra é particularmente enfatizado nas empresas que utilizam a metodologia de Balanced Scorecard, desenvolvida em 1992 pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton.

Contudo, a experiência na implantação de práticas de Governança mostra que o vigor e o empenho empregados na instalação do projeto se esvaem após poucos meses, pois o dia-a-dia da empresa consome a atenção dos profissionais, tanto de colaboradores quanto executivos, relegando a gestão dos indicadores para um segundo plano. Para mitigar este risco entram em cena elementos de gestão, como programas de treinamento, coaching dos executivos, recursos de processos e ferramentas tecnológicas, amplamente disponíveis no mercado, que reforçarão a aderência das práticas na rotina corporativa.

Outro ganho da adoção efetiva da governança corporativa é permitir que os gestores melhorem a comunicação com suas equipes e a transparência de suas ações junto a seus executivos, colaboradores, fornecedores, clientes e acionistas, alinhando os resultados extraídos da produção com as metas definidas pela estratégia. Sabe-se que a implantação de um programa de governança é trabalhosa e leva-se tempo para incorporá-lo à cultura corporativa, mas o custo de não o fazer, ou fazê-lo indevidamente, será desastroso para todos.

 

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