Carreira, Coaching, Empreendedorismo, Planejamento

Empreender: uma saída para o desemprego?

Diversas pessoas procuram no coaching uma forma de se organizar, externa e internamente, para encararem o processo de desenvolvimento de um negócio. Empreender é o desejo de uma considerável porção de profissionais que trabalha empregada em empresas. Com o índice de desemprego nas alturas e uma leva de pessoas disponíveis em um mercado com oportunidades reduzidas, muitos aproveitam a contingência, traduzida como oportunidade, para abrir um negócio próprio, seja individualmente ou com alguns sócios, muitas vezes familiares ou amigos que deixaram a mesma empresa e que sentem a mesma dificuldade no processo de recolocação.

Pesquisa realizada pelo Sebrae no final de 2016 e respondida por mais de 6.600 empreendedores, a partir da pergunta “Na sua opinião, atualmente, qual o principal ‘benefício’ para se tornar empresário(a)?”, apurou que os dois principais benefícios citados pelos entrevistados estão associados ao lado financeiro, sendo “manter a renda” (31%) e “ter independência financeira” (26%) as principais respostas escolhidas. Outras opções, como “conciliar trabalho e família” (22%) e “se realizar como empreendedor” (15%) aparecem com menor relevância.

Números como os apresentados acima demonstram que muitas pessoas anteriormente empregadas não empreendem por perceberem alguma demanda do mercado ou por imaginarem ter uma proposta de valor associada a um produto ou serviço, quesitos necessários para se abrir um negócio, mas buscam “comprar seu salário”, principalmente em um momento no qual o emprego está diminuto.

O Sebrae apura que o número de empreendimentos aumenta em momentos de retração da economia, o que evita uma maior estagnação do país. Sem empreendedores de pequeno porte, o número de desocupados seria ainda maior. Mas esquecem de avaliar que esse aumento nem sempre acontece por desejo de empreender, mas pela falta de opções.

Abrir uma empresa, seja em qualquer setor, requer um plano de negócios detalhado, fruto de muita pesquisa, análise e planejamento, buscando oferecer algo de valor ou atender a uma necessidade percebida do mercado. A jornalista Claudia Giudice, no livro “A Vida Sem Crachá”, aponta como lição aprendida a disposição para trabalhar. Ela diz que “o negócio próprio, pequeno ou grande, prospera quando o seu criador está por perto, investindo seu dinheiro e energia. Foi assim com Steve Jobs, Bill Gates e segue sendo com Mark Zuckerberg, que até hoje pega no pesado, trabalhando para melhorar as funcionalidades do Facebook. Esse é o caminho”. Simples assim.

Um plano de negócios deve contemplar a descrição da oferta dos produtos e serviços, o diferencial estratégico, a análise de mercado e da concorrência, a avaliação da capacidade de delivery, a estratégia de marketing, a avaliação de investimentos e as projeções financeiras. Apesar de Claudia Giudice declarar em seu livro que não elaborou um plano de negócios para os planos que se seguiram à perda do emprego, ela afirma que posteriormente compreendeu que correu muito perigo por não ter se planejado adequadamente. Hoje ela publica um blog e administra uma pousada na Bahia.

Um empreendedor deve possuir características e competências específicas, como atitude positiva, resiliência, habilidades de comunicação, conhecimento do negócio, capacidade de observação do mercado, de seus concorrentes e das necessidades de seus clientes e uma disposição para planejar o futuro de seu negócio, cuidando da avaliação contínua do contexto onde a oferta está inserida, pois a estagnação comprometerá a continuidade do empreendimento.

Como nem todos possuem todas as competências, desenvolvê-las ou delegá-las é parte da maturidade requerida para o desenvolvimento do negócio. Competências não desenvolvidas podem ser trabalhadas no coaching, mas a delegação requer assertividade na escolha de funcionários ou sócios.

Caso haja o desejo de empreender em você, faça contas. Busque investidores e reserve parte de seu capital para a gestão financeira da família, permitindo foco no negócio e não nas contas domésticas a pagar no mês seguinte. Comprometer suas reservas, incluindo o pacote de rescisão e o FGTS, somente aumentará a ansiedade pelo resultado do negócio, algo que pode demorar a acontecer. Como muitos relevam a importância do planejamento, o andamento da empresa corre sérios riscos. E a poupança da família toda investida no negócio vai embora junto com as chances de algum resultado.

Desde o início de julho, microempreendedores individuais podem negociar débitos tributários com o governo federal em até 120 meses. No mês de agosto, por dia, mais de 1.000 microempresários pediram parcelamento de dívidas. Quanto destas dividas não seria evitado por algum planejamento?

Ao elaborar seu plano de negócio, calcule o investimento e o prazo de retorno, avaliando previamente a viabilidade econômica de sua ideia de negócio e invista tempo e dinheiro em pesquisa. Conhecer o mercado, clientes potenciais, concorrentes e tendências, repito, é fundamental para a estruturação de qualquer negócio. Caso não esteja seguro, guarde seu dinheiro e continue pesquisando. Gostar de pizza não significa que abrir uma pizzaria dará o resultado esperado, mesmo que você se farte de comer o que gosta todos os dias.

 

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Carreira, Coaching, Planejamento

Cuidado: você pode ser trocado por um robô

Não é preciso ser um expert em futurologia para saber que uma das relações que mais será mais afetada pela tecnologia, que não para de se superar, é a que temos com o emprego. Se por um lado podemos apostar na extinção de várias profissões, podemos nos surpreender com algumas que irão surgir.

Será que estamos próximos de um futuro como aquele apresentado pelo cinema em filmes como Blade Runner, Inteligência Artificial, Eu, Robô e Ex_Machina, entre outros?

Blade Runner, que completou 35 anos, mostra seres criados geneticamente para trabalhos forçados ou desprezados, chamados de replicantes. E eram tão perfeitos que se passavam facilmente por humanos. Tão humanos, que acabaram por se rebelar.

Já em Ex_Machina, o mais recente dos citados (2015), um funcionário de uma empresa é recrutado para testar um robô, Ava, interpretado de forma perfeita por Alicia Vikander. Também criada para servir, inclusive sexualmente se necessário. Ava está bem além de ter “apenas” inteligência artificial. Ela é muito mais sofisticada e se mostra sedutora e manipuladora até conseguir o que secretamente queria.

Porém, saindo da ficção e sem entrar na questão ética, que também será algo a ser pensado quando robôs passarem a conviver mais intimamente com humanos, é claro que não apenas empresas, mas governos de todo o mundo estão interessados em desvendar um pouco do que está por vir.

Um exemplo foi a pesquisa encomendada pelo governo britânico para o grupo Fast Future: The Shape of Jobs to Come (A forma dos trabalhos que virão, em tradução livre). O intuito era descobrir as profissões que mais se destacariam nas próximas duas décadas. Entre elas estavam: consultor de bem-estar para idosos; agricultor vertical; nanomédico e especialista em reversão de mudanças climáticas.

Vale destacar que outras pesquisas apontaram duas novas ocupações que muitos sequer imaginariam: terapeuta de final de vida e conselheiro de robô.

Profissões que irão desaparecer

Também no Reino Unido, pesquisadores da Universidade Oxford responderam a questão ao contrário, ou seja, quais os empregos que estavam com seus dias contados. O estudo analisou 702 ocupações e fez a estimativa das chances dessas funções serem automatizadas nos próximos 20 anos.

Segundo eles, a profissão que mais corre riscos de ser extinta (99%), para a alegria de muita gente, é a de operador de telemarketing. Enquanto isso, a pesquisa mostrou que a tarefa que um robô jamais faria bem é a do assistente social na área de drogas e saúde mental.

Enquanto isso, na China, por exemplo, já há fábricas que trocaram 90% de seu quadro de funcionários por robôs. Na lista das funções que desaparecerão estão também: preparador de imposto de renda, reparador de relógios, corretor de seguros, agente de crédito, árbitro, trabalhadores rurais, operador de caixa, corretor de imóveis, digitador de dados, cartógrafo, arquivista, bibliotecário, estatístico, escrivão, garçom, taxista, carteiro, costureira, recepcionista, cozinheiro de fast food e vendedores porta a porta, entre outras.

Como, então, os jovens, que já não conseguem emprego agora, irão se empregar no futuro. Todos serão obrigados a estudar e ter uma formação superior? Já que os robôs serão a escolha mais óbvia para trabalhos comuns e braçais que ainda poderão existir.

Independentemente daquilo que possamos idealizar sobre o futuro, caberá a todos a busca incessante pelo aprendizado, em qualquer nível de educação ou idade. Provavelmente, não teremos mais empregos, mas atividades por tempo determinado, como já acontece em várias profissões. As pessoas deverão mudar de carreira diversas vezes ao longo da vida, e buscar um aprendizado contínuo, com períodos de trabalho mais intenso, atividades pontuais, além de um tempo para estudo ou mesmo sabático.

Aos jovens caberá avaliar com muita cautela as tendências das profissões e como poderão se manter atualizados e conectados com seus propósitos de vida. Atividades especializadas irão requerem aprendizado contínuo, pois o conjunto de habilidades exigido nas novas ocupações mudará continuamente na maioria das indústrias e transformará como e onde as pessoas trabalharão. Além do fato de que muitas escolhas se transformarão ou inexistirão depois de alguns anos.

Competências como autoconfiança, visão de negócios, trabalho em equipe, flexibilidade, resiliência, comunicação, compreensão e relacionamento interpessoal serão cada vez mais exigidas como uma complementariedade das habilidades técnicas da vez. Essas aptidões serão cada vez mais exigidas nos programas de formação, mesmo que a carreira escolhida para o ciclo da vez seja extremamente técnica.

O processo de educação exigirá um formato combinado entre plataformas online e espaços físicos que permitam interações sociais entre estudantes e mediadores de conhecimento, atualmente chamados de professores.

Não deixa de ser interessante pensar no clássico filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, uma crítica mordaz à revolução industrial. Nele, vemos um funcionário de uma fábrica repetir o mesmo gesto, repetidamente, de apertar parafusos. Várias cenas do longametragem se tornaram antológicas, como aquela em que ele é arrastado para dentro de uma enorme engrenagem de uma máquina. Pelo que parece, ironicamente, agora serão máquinas “engolindo” máquinas.

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Finanças Pessoais, Planejamento

Que tal usar o FGTS para rever a sua visão sobre finanças pessoais?

A liberação dos saldos das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) certamente trará um alívio às dívidas de muita gente.

Desde meados de fevereiro, mais de R$ 43 bilhões podem ser sacados nas agências da Caixa Econômica Federal por mais de 30 milhões de trabalhadores que solicitaram demissão voluntariamente ou foram demitidos por justa causa até dezembro de 2015.

Para aqueles que possuem essas contas inativas e que sacarão sua parte, o que fazer com esse dinheiro, que chegou de forma tão inesperada?

Em primeiro lugar, sem pensar muito, quite as dívidas com juros altos ou que estejam complicando o seu bolso. Não faz sentido manter uma dívida em cartão de crédito, cheque especial, empréstimos diversos ou prestações atrasadas de algum financiamento e sair gastando esse dinheiro que chegou de repente. Elimine ou reduza suas dívidas e deixe de pagar juros absurdos.

Quanto às dívidas de longo prazo, como financiamentos de imóveis ou outros bens duráveis, não se preocupe em quitá-las ou amortizá-las. Geralmente estas dívidas estão atreladas a juros específicos, mas baixos, e que cabem no orçamento doméstico. Não faz sentido  quitar uma dívida de longo prazo quando existem necessidades prementes ou dívidas mais caras que requerem uma ação imediata. No Brasil, as pessoas querem quitar sua casa o mais rápido possível. Mas devemos sempre pensar qual o benefício desta atitude. E se mantivermos a prestação como está e usarmos o dinheiro da quitação em outros investimentos? Claro, se for para gastar em supérfluos, abata a dívida. Caso contrário, deixe a prestação como está e use o dinheiro de forma mais inteligente. Nos países desenvolvidos, uma hipoteca é algo para a vida toda.

Caso não haja nenhuma dívida, procure investir uma parte do valor recebido e sinta-se livre para gastar o que sobrar em alguma coisa que necessite ou que lhe dê prazer.

Aliás, um dos objetivos da equipe econômica ao liberar o montante bloqueado do FGTS é colaborar com a retomada da economia, uma vez que a nossa condição macroeconômica necessita do crescimento do consumo como uma forma de gerar renda e aumentar o nível de emprego da população. Contudo, a eficácia desta medida é questionável, uma vez que não há garantia alguma de que os níveis de emprego venham a melhorar com a injeção de capital na economia. É sabido que as empresas ajustaram seus organogramas para a crise atual e não contratarão até que os sinais de crescimento estejam muito evidentes.

Por conta desta indefinição da retomada econômica, com o que sobrar após quitar suas dívidas caras e comprar algum presente, procure compor ou ampliar suas reservas financeiras.

Para identificar qual o valor adequado para poupar, considere todas as suas despesas mensais, incluindo aquelas que não são tão aparentes, como lanches, cafés, cinema e demais despesas que normalmente não consideramos quando listamos nossas despesas. Minha experiência como assessor de finanças pessoais indica que cerca de 30% das despesas mensais não são claramente definidas ou identificadas pelas pessoas. Ou seja, caso você gaste 10 com todas as suas despesas, normalmente só considera 7 como efetivo, pois neste valor estão as despesas explícitas, como aluguel ou prestação de imóvel, escola, supermercado, celular, TV paga, plano de saúde e demais despesas mapeáveis. Contudo, o que nos causa muita dor de cabeça e desestabiliza nossas finanças são as demais despesas, não percebidas como relevantes. Não se esqueça, portanto, de considerá-las no levantamento de despesas.

Tendo mapeado seus gastos, identifique o que é essencial daquilo que pode ser considerado supérfluo. Mas não corte todas as despesas com lazer. Um cineminha a cada quinze dias, ou algo equivalente,  é essencial, mesmo em períodos de vacas magras.

Após identificar os itens essenciais, multiplique o valor por doze. Pronto, este é o montante que você deverá considerar como reserva emergencial. Em outras palavras, é o quanto você e sua família precisarão para viver um ano sem atropelos, caso venha a ficar desempregado. Podemos chamar isto de volume morto, numa alusão à seca experimentada pela região Sudeste há poucos anos. O que for poupado além deste valor poderá ser considerado como reserva para gastos específicos, como viagens, presentes, automóveis, imóveis ou o que mais desejar.

Aproveite a oportunidade que o FGTS poderá lhe dar para rever seus gastos, adequar seus investimentos e ter uma vida mais tranquila.

Boa sorte!

 

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Carreira, Planejamento

A busca do essencial

Uma crise se instalou no Brasil há vários meses. E esta crise, em particular, nos remete à busca de soluções para problemas que afetam o nosso consumo de uma forma ampla. Não é um setor específico, nem mesmo uma indústria em particular que está afetada pela crise, mas toda a economia brasileira. O maior exemplo disto é o índice de desemprego, que disparou para perto de 12% da população economicamente ativa em dezembro de 2016.

O que buscar nestas horas? Além do conforto emocional requerido para termos a energia e serenidade necessárias para superar este momento, precisamos identificar o que nos é essencial, separando aquilo que é supérfluo para outro momento.

Mas isto não é tão simples, principalmente quando consideramos o excesso de consumo a que estamos habituados, onde o padrão de vida muitas vezes é fruto do atendimento da expectativa do outro e não da compreensão dos nossos próprios valores.

Há mais de cinquenta anos o psicólogo e professor americano Abraham Maslow desenvolveu e publicou um estudo no qual defendeu que as necessidades básicas do ser humano seriam classificadas através de cinco níveis hierarquizados de satisfação, que devem ser percebidos, vividos e ultrapassados para satisfazer nossas expectativas de auto-realização.

Os níveis, do mais básico ao mais sofisticado, vão das necessidades fisiológicas (fome, sede, sono, sexo, excreção, abrigo), segurança (casa, emprego, seguro, remuneração), sociais (amor, afeto, pertencer a um grupo, poder interagir com os outros), autoestima (ser querido, ter confiança, ser reconhecido pelas nossas capacidades pessoais por nós mesmos e pelos outros) até a auto-realização (ser aquilo que podemos, ter autonomia, participar da tomada de decisões), sendo que este último considera a importância da coerência da nossa natureza com a realidade onde estamos inseridos, independentemente de nossa situação social, raça, idade, opção sexual ou crença.

Há muito que esta análise colabora para sustentar as campanhas de marketing no mundo todo, pois os estrategistas do consumo resolveram adaptar o resultado deste estudo alterando a avaliação de “necessidade” para “desejo”. Perceba, contudo, que necessidade e desejo são coisas bem distintas, às vezes opostas, até. Mas o marketing muitas vezes busca criar uma associação entre o consumo de algo a um nível alto da escala hierárquica de necessidades de Maslow, de forma que ter este ou aquele produto nos inclua num determinado grupo ou permita que os outros reconheçam a nossa capacidade pessoal e o nosso sucesso.

Até pouco tempo, usar uma sandália de borracha que não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro era mais do que uma opção bem recebida pelas camadas mais simples da população. Era uma alternativa quase única frente às demais ofertas de mercado, muito mais caras. Hoje em dia, estas mesmas sandálias são vendidas nas melhores lojas do Brasil e do exterior a preços incompatíveis com o seu custo. Mudou o produto ou mudou a forma como classificamos este produto frente às nossas “necessidades”? Será que não saímos do uso de um produto classificável como “fisiológico” (afinal, andar descalço pode causar doenças) para algo mais “social”, que nos permite o reconhecimento num determinado grupo que pratica hábitos de consumo ditados pela moda do momento?

Pois bem, recomendo que procuremos avaliar nossas necessidades de consumo (ou mesmo nossos desejos) a partir da ótica de Maslow, buscando classificar a importância do produto que objetivamos na nossa escala de prioridades. Observemos a distinção entre necessidade e desejo e onde o nosso ato de consumo quer colocar o objeto que se pretende adquirir. Isto pode facilitar muito a descoberta daquilo que nos é essencial do que pode ser deixado para um momento no qual represente a celebração do resultado de uma vitória pessoal ou coletiva, também importante, mas nada prioritário.

Observe que a oportunidade de revisão de nossos valores é rara e o momento de crise às vezes nos conduz a esta reflexão por força das circunstâncias (desemprego, redução de renda, falta de clientes). Considere, portanto, este momento como uma grande chance para se reposicionar frente à vida, revendo seus valores, necessidades e desejos.

Até mesmo o emprego ou trabalho que buscamos ou o empreendimento que projetamos, atende às nossas necessidades?

Por estas e outras é que entendemos a razão dos chineses usarem o mesmo ideograma para representar “crise” e “oportunidade”.

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